sexta-feira, 27 de julho de 2012
arnesto
eu como escondida
bêbados são muito mais glamurosos do que gordos
um _graças a Deus parei de tomar 'aqueles remédios'
outro _fique tranquila, o diabo voltará, minha filha
umoutro _e se eu fosse pra uma clínica encontrar Jesus?
outroum _você só é doente, tolinha. acontece com todos. por que você achou que não aconteceria com você?
quinta-feira, 26 de julho de 2012
#bebada
você percebe que para mim é uma questão de hoje? Sim, eu sei da existência do amanhã. Só não tenho curiosidade, sabe. Adoro meu meio dia no meu restaurante com meu vinho e meu eu, às vezes, outros. Amo minhas tardes passeada por Clarice. Amo minhas músicas que fazem a trilha sonora do dia, que inclusive compartilha de minha obssessão por um tempo só: costumo ouvir meus álbuns obssessivamente por meses a fio.
A atleta ou a artista, angústia constante nessa vida de empreendedora. #Canalha
Aquilo que grita em mim é: sou alcóolatra. e daí? uns são egolatras, outros hipócritas, alguns ainda simplesmente bobos, ocos de sentido.
ouvidos
a quem devo dar?
os sanitaristas querem tratar-me com pílulas. Os fisicistas querem tratar-me com mecânica; maquina de puxar ferro. Os analistas querem dar-me compreensão. os sexistas, tesão. Mas eu só quero minha mesa, meu vinho, minhas atuações, meu ninho,
jaula.
aqui vivem um bicho e uma cachorra
jaula.
aqui vivem um bicho e uma cachorra
neocons
espero poder me livrar
dessas pessoas
rápido
que saco deve ser
ser eles
sotaque estudante PUC/RJ
críticas a UFMG
toscos
neocons que não se interessam por política
brasileira
#asneira
_você já pegou uma capa da Playboy?
esquadro
eles
eu, aquilo que ninguém pode ser
logo
projeta em mim
eu
projeto dos outros
um pouco de tudo
e de nada
admirada
e usada
como se usa um
canal de filme pornográfico
de tv
sem compromisso
desejo sem realização
esquadro
eu, a louca
que faz o que quer
sonha o que quer
trabalha com o que quer
ama quem quer
só que não quer
nada
segunda-feira, 16 de julho de 2012
delinquente
franceses,
ah esses seres difíceis,
como mísseis argumentam
e comentam
e criticam
e eu,
ouço
remôo
entendo
explico
canso
vamos
acreditamos em algo
vocês e nós
amêndoas
será que é meu fim?
não é porque eu sou gorda
que eu não como
my solitude has a price
the price of the restaurants I go
I hope I get to see
that what I foresee
if I don't
ok
this is the way
fucking miserable lifes
i don't respect your wives
they don't respect themselves
you don't respect them
than,
I eat,
for for sex
it's a matter of making
a child or
as for the pleasure
we save it for the lustiness
with lust people
in a lust life
what am I doing with my intelligence?
delinquence
tenderness lost
in a high expectation
lie
sábado, 16 de junho de 2012
complexa insegurança
sou mais insegura do que penso
sou mais insegura do que pensam
são muito mais inseguros do que eu penso
são muito mais
margins
completely un-adjusted
fighting for justice
believe in nothing
constructs from intimacy
push people to do things
push herself
to hell
well
never thought of
being polite
never thought of
being clear
never thought of
being easy
never thought of
being familiar
tavola mia
eu nunca poderia conversar com alguém
sério
não há mistério
não tenho continência
e elas se exaltam
em japonês
ok
elas não podem mostram emoções
em público
tão japonesas
quanto eu,
camponesa
e um dia ainda vão dizer
que era aqui que eu
escrevia
canto
fundo
sozinha
tavola mia
amores
com quem você se relaciona melhor?
seus namorados?
seus amigos?
consigo?
e as histórias de amor
acontecem
e a gente
amadurece
e já nem sabemos
o que sentíamos
quando sabíamos
que era
amor
eu, ela, eles, família
de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído
ou entrado.
pois que eu pareço com Kevin
-"you don't look happy"
-"have I ever?"
solidão
enfim o quase estágio máximo
vontade de radicalizar
mais ninguém
quem
eu?
Chalita na SPFW
tudo, tudo é comprável
e eu,
só alguém na multidão
que achou que pudesse fazer diferente
INOCENTE
INCONSEQUENTE
INCOERENTE
INCONSTANTE
AMANTE
e escrevo pra que
quando ninguém sabe
nem quer saber
ler
o que eu escrevo?
TORMENTA
me quer em suas vidas?
FERIDA
MORDIDA
UNGIDA
QUERIDA
VIVA
A VIDA!
Tá, também não quero ninguém
fiz o que pude
não é culpa dos outros
não é culpa minha
culpa não existe
existem escolhas
bolhas
sabão
escorregão
_ estou fazendo meu melhor!
_ não está!
_ah tá; então...
vidas conjugadas
piada!
daqueles que não fizeram o esforço
de encarar a realidade
_ a 2 não dá!
_ ah vá!
mas a 3,
4, 5,
filhos!
ânimos
amigos
aquilo que não fomos
logo, projetamos
no outro ser
a ver...
e eu
que já nem gostava de mim
como vou agora
gostar de outro?
REVOLTO!
e seus seios nos lábios
deles
e sua atenção na vontade
deles
sua vida,
eles.
#72
tomando caldo
saudosa
ela se foi
ele se vai
qual a lição disso pra mim?
a vida é complexa
muito
e não se deve julgar
mas sim,
amor vem com admiração
glutão
teutão
caipira
ira
caldo de legumes
hubris
e terei que constelar
seja porquê quis
dizer o que fazer
a quem era mais vivido
seja porquê não
rompi com vícios
de quem era mais vivido
quantos anos ele tem?
pra mais de 72
quantos anos ela tinha?
pra mais de 72
quantos anos ela tem?
pra menos de 72
bem
quantos filhos ele teve?
6, talvez 7
quantos filhos ela tem?
2
coitado daquele que
agora dividido entre
a benção do pai
ou da madrinha
var ter que descer do
muro
e olhar
pro escuro
do buraco
do escracho
da situação
vivida
vida
é isso que vejo em teus olhos
ódio
é o que revela os meus
amor
é a verdade dos nossos
ossos
flores
dores
amores
rancores
cores
vestidos
sentidos.
domingo, 29 de abril de 2012
já você
já você, que me dói
acho que já era
era,
hera,
eros,
éramos,
heroínas
comunicações confusas
valores díspares
comunhão intíma
do amor insólito
das cobras
grande
você
gente
agora
eu,
memória
dos tempos
em que o amor
era possivel
a vida risível
as avenidas
vazias
os bares nossos
os vinhos
toscanos
as luzes
candeias
as musicas a estourar caixas de som
encantos
você, encantada, dorme
e eu, colocando-te nesse
risco
de querer me saber
sendo que nem eu,
hoje você presenciou minhas dores
e agora?
devia eu ter dissimulado?
mas tua pele
teu cheiro
encantada,
elaboro
ter-te em minha cama,
agora
lin-da
terça-feira, 10 de abril de 2012
#parad-oc(i)os
eu buscando independencia
você buscando aprender a lutar pelos seus
quanto adeus
e deus,
o que sabe tudo
disse-nos para que não nos amássemos
porque duas
e não temos escolha
temos o livre arbitrio,
ainda assim
e na biblia,
assim como em nós
o que se diz
desdiz-se
porque um livro tão belo sobre a vida
não poderia ser nada menos
que metonímia
do paradoxo
dessa
e se for tudo reação?
reagir é preciso,
diriam Buda, Jesus, Gandhi, Nietzsche, Woolf, Clarice
Paulo Coelho
assim como dar-se é preciso,
e todos acima também diriam isso
porque tão paradoxais
quanto
a vida
o problema é, penso eu,
o equilibrio
e nesse sentido
mal-fadadas as almas intensas
tudo visto em preto ou branco
agora ou nunca
pra sempre
ou fim
consequência do pensamento dual dos
modernos, sólidos, dissimuladores do controle
sejamos pós,
pós modernas
descontroladas
descabeladas
arrasadas
recuperadas
lições tomadas
mais alguns momentos perto das vacâncias
apre-endendo pela elegância
da verdade dita
mesmo que o nome da verdade seja
#mentira
o abismo
lembra?
você olha pra ele
ele olha pra você
e então somos um
e do caos quantico das energias trocadas
voltamos
pra nossos eus
agora já outros
já que trocas
já que bocas
já que costas
que venha o choro
somos liquidas
e melancolicas
colicas
fluidos
medos
resposta pra nada
#há
"Místico, todo depressivo encontra na dor e nas lágrimas a região inacessível da beleza integral" (Kristeva, 1989)
"A bílis negra (Melaina kole) determina os grandes homens. A reflexão (pseudo-)aristotélica aplica-se ao éthos périton, a personalidade de exceção, a qual a melancolia seria específica" (Aristoteles apud Kristeva, 1989:14)
"melancólico por superabundância de humanidade" (A melancolia do homem genial, Kristeva 1989:14)
"o desesperado torna-se um hiperlúcido por anulação da denegação" (ibid, 53)
"o melancólico, com o seu interior pesaroso e secreto, é um exilado em potencial, mas também um intelectual capaz de fazer brilhantes construções...abstratas." (ibid, 64)
quarta-feira, 14 de março de 2012
casos
tudo começou errado
eu eu já tenho consciência pra ter previsto
fraquejei
fracassamos
gostei dos aprendizados
e das vacâncias compartilhadas
em muitos lugares
nem somos tão diferentes assim
infelizmente, acho nosso caso
da ordem do determinismo
eu não serei evolução pra você
mais do que pude ser
ente, ia, echo, ura, iso, aso
vivemos intensamente
loucamente
visceralmente
viciadoramente
abundantemente
sufocantemente
despi-te mais do que gostaria
fui menos compreendida do que o usual
opostos
corpos
desejos
pelegos
beijos
desfechos
olhares na fechadura
rachaduras
abismo
sorrisos
alegrias
fantasias
nostalgias
orgias
alergias
terapias
e agora sobramos
magoadas
angustiadas
atormentadas
muita agua
cabelos verdes
foruns em rede
ou rádio peão
taí, isso pra mim
é confusão
eu me expus a você
você me expos a quem quis
bem, amor baby, coração,
aquí bate diferente
não gosto tanto de gente
quando gosto
é fundo
você não me queria rasa,
lembra?
minha cultura
sou difícil
e para poucos
e assim vou-me
excluindo
e sentindo as dores da dissidência
sou profunda e intensa
vejo-te verdadeiramente
e assim, te invado
e você, grita
sou de outra cultura
meus valores me levam
a outras sinapses
e simbologias
seria sempre a louquinha
que desbrava
mas corta
desbravo e corto
não por loucura
por cultura
bandeirante
aventureira
antropóloga
ególatra
o seu prazer
retaliações por erros
que nem sabia
estar cometendo
meus medos são dos fantasmas
do enredo
do contexto
viver no abismo
o perigo e dádiva
karma e darma
meus
não posso pedir sua companhia
se não posso te acompanhar
que eu tenha sido pra você
o que você foi pra mim
um des-nó
grata,
sexta-feira, 2 de março de 2012
#lista
hoje escrevo por escrever
ambiente artsy,
aquele que sempre procurei
e enfim encontrei
em minha casa
irmão fotógrafo
irmã romancista
e eu,
a eu
médium
forte
bonita
inteligente
intensa
reflexiva
narcisista
masoquista
malabarista
interculturalista
#lista
por que não ontem?
porque ontem é meu boicote para viver o hoje pensando no amanhã
cruzei a linha de partida
seis meses até a chegada
assim disse-me de quem virei escrava
eu nela n'eu
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